Block Strike ainda é atualizado em 2026?
Sim. A versão mais recente que registramos foi a 7.9.9, de maio de 2026, e o jogo teve pacotes anteriores em março do mesmo ano. O estúdio responsável é a Rexet Studio.
Lançado em 2015, atualizado em 2026, e ainda um dos poucos FPS online que rodam liso em aparelho de entrada. Fomos ver por que ele continua de pé.

Um jogo de tiro online lançado em 2015 que ainda recebe atualização em 2026 é uma anomalia estatística. A esmagadora maioria dos FPS mobile daquela safra fechou os servidores, foi retirada das lojas ou virou casca vazia com fila que nunca enche.
Block Strike, da Rexet Studio, não. A versão que instalamos para esta análise é a 7.9.9, publicada em maio de 2026, e houve pacote anterior em março. Vale entender por quê — a resposta diz mais sobre o mercado mobile brasileiro do que sobre o jogo em si.
Block Strike é um FPS multijogador de estética voxel: personagens e cenários feitos de blocos, texturas de baixa resolução, pixels visíveis e nenhuma tentativa de suavizá-los. É uma decisão estética, não uma limitação — e é a decisão mais importante que o jogo tomou.
Ela define tudo o que vem depois: o aplicativo é pequeno, o carregamento é rápido, o consumo de bateria é baixo e a silhueta das armas continua legível numa tela de seis polegadas sob sol forte. Nenhum jogo com ambição fotorrealista consegue essas quatro coisas ao mesmo tempo em hardware de entrada.
O catálogo passa de 20 modos. Alguns são o esperado: mata-mata por equipe, plantar e desarmar bomba, sobrevivência contra zumbis. Outros vêm da tradição de servidores modificados de PC, e são justamente os mais interessantes:
São mais de 70 mapas no total e cerca de 40 armas entre corpo a corpo e longa distância. A largura do catálogo é a maior força e a maior fraqueza do jogo: você encontra praticamente qualquer coisa que queira jogar, mas fora do horário de pico os modos menos populares demoram a encher.
O ritmo é rápido — mais perto de um arena shooter dos anos 2000 do que de um tático moderno. Partidas de mata-mata duram de quatro a dez minutos, a movimentação é ágil e o tempo até o abate é curto.
O recuo existe e é aprendível, mas o modelo é bem mais simples que o de um tático dedicado. Quem vem de Standoff 2 ou Critical Ops vai sentir falta de profundidade na economia de rodada — no modo bomba de Block Strike, a compra é simplificada e o peso estratégico da rodada de pistola praticamente não existe.
Isso não é defeito, é escopo. O jogo nunca prometeu ser um tático competitivo. Ele é um pátio de recreio com vinte brinquedos, e funciona melhor quando encarado assim.
A pergunta certa não é "Block Strike é melhor que Standoff 2". É "o que você quer fazer nos próximos dez minutos".
No nosso teste com aparelhos de entrada, Block Strike foi o jogo mais tranquilo do lote: instalação pequena, entrada em partida em segundos e nenhuma queda perceptível de quadros em um Android de 2 GB de RAM. É a razão prática pela qual ele ainda tem público em 2026.
Em um mercado onde os grandes títulos passaram dos 10 GB de instalação, existir um FPS online completo que cabe em um aparelho de 32 GB junto com todo o resto da vida digital de uma pessoa é uma vantagem competitiva concreta. Informações de versão e canais oficiais ficam no site da Rexet Studio.
O modelo é o padrão do gênero: duas moedas (prata e ouro), caixas com skins organizadas por raridade, adesivos, publicidade opcional e um mercado de troca entre jogadores. Skins não alteram dano nem recuo — mudam apenas a pintura, mantendo silhueta e geometria da arma.
Ainda assim, vale o mesmo alerta que fazemos para os concorrentes: sistema de caixas com raridade é mecânica de recompensa variável, e o público principal do jogo é adolescente. A ausência de vantagem competitiva paga não elimina a discussão.
Sobre a comunidade: ela existe, é internacional e tem presença brasileira relevante, mas está espalhada por canais externos ao jogo. O suporte dentro do aplicativo é limitado e a moderação de partidas públicas é irregular — em modos casuais, é comum encontrar comportamento tóxico sem consequência imediata.
Dez anos de atualizações contínuas deixam marcas. A interface é a mais evidente: menus acumulados em camadas, opções em lugares pouco óbvios, terminologia inconsistente entre telas. Um jogador novo leva um tempo desnecessário para descobrir onde ficam os modos que provavelmente vai gostar mais.
Há também inconsistência de qualidade entre mapas. Os mais antigos mostram limitações de desenho de nível que os recentes já não têm — pontos de renascimento mal posicionados, corredores com ângulo de emboscada desequilibrado.
Block Strike não é o melhor jogo de tiro do celular e não tenta ser. Ele é um caso raro de longevidade construída sobre uma decisão técnica correta tomada há dez anos: escolher um estilo visual que não envelhece porque nunca dependeu de hardware.
Se você tem um aparelho modesto e quer um FPS online que abre rápido, roda liso e tem vinte coisas diferentes para fazer, ele resolve — e resolve melhor do que quase todo o resto do catálogo. Se você quer aprender tático a sério, o caminho é outro: nosso guia dos 5v5 aponta as opções.
Sim. A versão mais recente que registramos foi a 7.9.9, de maio de 2026, e o jogo teve pacotes anteriores em março do mesmo ano. O estúdio responsável é a Rexet Studio.
Roda, e essa é uma das suas maiores forças. A estética voxel com texturas de baixa resolução mantém a exigência de hardware baixa, e no nosso teste em aparelho de 2 GB de RAM o jogo se manteve estável.
O jogo passa de 20 modos, incluindo Team Deathmatch, plantar bomba, Zombie Survival, Death Run, Bunny Hop, Surf, Hunger Games e Hide and Seek, distribuídos em mais de 70 mapas, com cerca de 40 armas entre corpo a corpo e longa distância.
Cinco temporadas em cinco meses, DMZ: Recon, Rebirth Island e uma colaboração atrás da outra. O jogo está ótimo — se o seu celular aguentar.
Dois battle royale, dois públicos, uma briga de rede social que já dura anos. Comparamos o que dá para comparar e deixamos o resto de lado.
O tático mais popular do celular refez o menu e prometeu Workshop. Testamos o que mudou de verdade — e o que continua igual desde 2020.